Com conceito logístico multiuso, Huawei lança laboratório focado em mineração

Em entrevista, CEO Ren Zhengfei reforça a importância do investimento em P&D da empresa por trás do lançamento do Intelligent Mining Innovation Lab, em Shanxi

A Huawei é líder mundial em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e, para atingir este patamar, sempre investiu em Pesquisa e Desenvolvimento. Mais de 10% de sua receita a cada ano é revertida em P&D, o que a torna uma das cinco principais investidoras do mundo na categoria. Somente na tecnologia 5G, desde 2009, foram US$ 4 bilhões investidos. A entrevista do CEO e fundador, Ren Zhengfei, com jornalistas internacionais pode ser conferida na íntegra neste link.

Um exemplo prático dos frutos obtidos pela Huawei com tal filosofia é o lançamento ocorrido nesta semana em Taiyuan. O Intelligent Mining Innovation Lab em Shanxi fornecerá melhores serviços para minas com a tecnologia 5G. O laboratório conta com 220 especialistas, dos quais 53 são da Huawei. A maioria desses especialistas é especializada em tecnologia eletrônica. Há também mais de 150 outros especialistas em mineração de carvão de Shanxi que possuem amplo conhecimento do setor. O laboratório será usado para apoiar as operações em várias minas da região. No futuro, a direção autônoma será usada para a mineração automatizada em minas a céu aberto.

Conceito logístico único em aplicação multiuso
No entanto, o conceito utilizado para o desenvolvimento do laboratório de mineração em Shanxi serve para outras verticais. “A plataforma básica que fornecemos para mineração de carvão é a mesma que fornecemos para siderúrgicas, portos e aeroportos. As aplicações 5G para diferentes indústrias são diferentes, mas a maioria das tecnologias é a mesma. Portanto, nosso principal objetivo é aumentar a adoção de sistemas eletrônicos, de software e de computação em diferentes setores”, explicou Ren Zhengfei, CEO e fundador da Huawei, durante o lançamento da instalação.

O conceito é conhecido como corps, inspirado em metodologia do Google, que basicamente consiste em reunir cientistas que fazem pesquisa básica – são especialistas em tecnologia, produtos, engenharia, vendas e em entrega e serviços, para formar uma equipe enxuta. Tudo isso para reduzir o tempo de lançamento de novos produtos no mercado. Este modelo também permite que Huawei aborde diversos negócios de forma mais granular e ainda mais eficiente.

A Huawei tem mais de 100 centros de pesquisa e laboratórios em todo o mundo, a maioria dos quais especializados em áreas como matemática, física, química e biologia. Parte deles são laboratórios de pesquisa aplicada construídos junto a clientes, alguns, empresas de telecomunicações, onde são estudadas as necessidades do setor. Agora, a empresa avança além das telecomunicações com este laboratório conjunto para mineração de carvão e outros laboratórios para aplicações de transporte, em áreas como aeroportos e portos marítimos – aumentando a eficiência logística e a produção econômica como um todo.

“Já houve implantações em larga escala em portos, mas a mineração de carvão é a primeira indústria em que aplicamos esse modelo de corps. Você pode visitar os aeroportos em Shenzhen, Shanghai e Dubai, onde ajudamos muito a aumentar a eficiência do despacho. Em um exemplo, durante tempestades ou outros tipos de interrupções, os aeroportos precisam realocar as pontes de embarque para os voos. Isso geralmente leva quatro horas de trabalho manual. Ajudamos a reduzir o tempo para meros segundos. Além disso, ajudamos a reduzir o tempo que um voo leva para taxiar em dois minutos”, explicou Ren Zhengfei.

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